segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Reticências...


As vezes eu me lembro de você. Só as vezes.
Você não sabe, nem imagina, mas você marcou de um jeito só seu.
Eu me lembro das tardes juntos e das noites de conversas intermináveis. Eu me lembro daquela manhã e da chuva fina no telhado. Você se lembra também, eu sei. De como a gente conseguia tornar o impossível natural com facilidade.
Mas o mais curioso, é como a gente só se aproxima quando as coisas estão muito difíceis de acontecer. Parece que o desejo aumenta com a sensação de impossibilidade.
Eu me lembro de como havia algo diferente nas nossas trocas de olhares, e eu sabia que você também percebia isso. E de como a gente não precisava dizer muito. O mais importante ficava implícito. E nós dois percebíamos.
Mas a sensação de que a nossa história não acabou não me deixa.