quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um fardo inevitável

Não sei se é excesso de sentimentalismo ou de maturidade.
O que sei, é que o excesso de alguma coisa me fez achar a independencia, um fardo muito mais pesado do que eu esperava.
Hoje, tudo parece muito mais intenso. A distancia parece tomar proporções cada vez maiores. E a sensação que tenho é que estamos em paises diferentes.A saudade parece machucar ainda mais. Falar de família passa a doer.
De repente, me vejo sozinha em um mundo completamente desconhecido. Me sinto extremamente desorientada. E começo a perceber que, ainda que as lágrimas insitam em cair, chorar não vai resolver os meus problemas.
A minha idade já não é mais compatível com a idade mental que preciso ter. E essa diferença - até significativa, eu diria - causa um conflito interno muito grande em mim.
Mas é preciso acordar todos os dias de manhã e enfrentar o desconhecido. É preciso, ainda que desprotegida e com medo, ir em frente. É preciso ficar noites inteiras acordada, cuidando de obrigações. É necessario sentir saudades, chorar inumeras e incontaveis vezes. É preciso ir, mesmo em uma sexta-feira, quando você sabe que o seu corpo já não aguenta mais. É preciso passar por essas fases difíceis. Todos nós passaremos um dia.
Afinal, esse é o peso da independencia.

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