Escrever, pra mim, é como uma troca.
Olho para o papel. Sempre assustado. Tão branco de tão assustado.
Coloco no papel todos os meus pensamentos em forma de palavras e, aos poucos, vou tirando a sua brancura absoluta.
O papel, por sua vez, enquanto é preenchido com a tinta da caneta, me olha desconfiado as vezes. E sempre ao final de um texto, saio com os pensamentos em branco.
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.
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