terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vulnerável

Dia desses, conheci um cara.
Sabe a pessoa certa, no dia certo? foi mais ou menos assim.
É desses caras dos quais não se pode esperar nada além de umas horas juntos. Desses largados, que não se prendem facilmente e não se preocupam muito com sentimentos. E eu sabia disso desde o início. Eu sabia que não deveria me envolver. 
Mas foi alguma coisa no olhar dele. Foi a forma de falar, foi o toque. Foram as nossas horas de conversa ao telefone, o seu jeito atencioso. Foi o nosso jeito louco de fazer tudo o que nos desse vontade. E deitar na grama, sem se preocupar com outras pessoas. Foram as inúmeras gargalhadas que demos juntos. A cumplicidade. A pegada forte e acertada. Foi o seu abraço, com certeza. Aquele jeito de me envolver nos seus braços acolhedores. 
De repente, comecei a conhecer um outro lado. E comecei a observar atenciosamente cada detalhe. Comecei a me surpreender cada dia mais. E não sei quando, nem de que forma. Mas perdi o controle da situação e me vi completamente envolvida. E você passou a fazer parte dos meus pensamentos ininterruptamente. Os dias passaram a ser mais lentos.
Não sei o que existe entre nós. Porque uma vez ele me disse quando quisesse alguma coisa comigo, me diria. Estou vulnerável. 
Detesto ser vulnerável, mas por você vale a pena. Vale a pena, porque quando você está por perto, parece fazer sentido toda a espera. 




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Chuva

Angustiante mesmo são esses dias chuvosos, em que a única coisa colorida são essas sombrinhas bregas das velhas tias solteiras.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mentiras

Mente pra mim.
Diz que vai voltar.
Me engane, invente coisas bonitas e originais e venha me dizer, me fazendo acreditar que sou a ultima mulher e a  única que você ainda deseja.
Não seja mais sincero, não quero mais.
Não seja indiferente e frio. Já me cansei das suas verdades e da sua maneira humana demais.
Quero que você me engane e me iluda com palavras e atitudes falsas.
Me faça acreditar!
E deixa que eu vou fingindo que acredito.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Rotina

Hoje o dia foi exatamente igual ao dia de ontem. Nada mudou. OK. Você deve estar se perguntando porque eu estou dizendo isso. Afinal, todos os dias da maioria dos moradores de cidades grandes são eternas rotinas. Mas há um motivo por eu estar dizendo isso, um pequeno detalhe que diferencia um dia do outro: É que ontem me deitei com 17 anos, e hoje, que surpresa, acordei maior de idade!
Me lembro da contagem regressiva. E de tamanha euforia na aproximação desta data. Me lembro do quanto a menor idade me limitava. E como eu fazia planos para as permissões que os 18 me proporcionariam. Não é necessário falar muito. Acredito que esta seja uma experiência comum entre todas as pessoas. Todo o mundo deve se lembras das sensações que essa troca de 'etapas' proporciona. Mas veja bem, falo de sensações. Porque a verdade é que depois que passa a sensação, a vida continua exatamente a mesma. Ou vai me dizer que as pessoas esperam ansiosamente 18 longos anos da sua vida para começar a fazer as coisas que só maiores de idade podem fazer? Besteira! Se eu quisesse, já estaria fazendo muito antes tudo que me desse vontade. Afinal, cá pra nós, as leis não são tão rígidas assim, são? Maior idade não significa nada, o que nos limita é a índole. É uma questão de caráter. E conheço muitas pessoas que não tem 18 e que tem caráter de sobra. E o contrário também acontece com frequência!
E quer saber de uma coisa? As vezes nem me lembro que já sou responsável por mim!
Mas o que eu estava dizendo mesmo? Ah, hoje acordei maior de idade!


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Não acredite!

Somente a nível de informação, queria dizer que não escrevo de sentimentos próprios. Não pense você que pode deduzir meus pensamentos através do que escrevo.
O papel aceita tudo, e é o único lugar que eu posso mentir sem peso na consciência. E eu não seria tão inocente a ponto de exibir meus pensamentos e sentimentos assim, a troco de nada.
Então, por favor, não me pergunte mais sobre as coisas que escrevo aqui.. não tem nenhuma relação comigo.
E reforçando a idéia de sempre: Não acredite em nada que lê aqui.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sentimental demais

Sabe de uma coisa? Eu pensei em muitas formas de falar sobre você e ser imparcial. Pensei inúmeras vezes uma forma de te atingir sem que ninguém percebesse. Escrevi e reescrevi milhões de textos, tentando transmitir um pouquinho do quão perfeito você é.
Mas depois eu desisti. Aceitei a condição de que não dá pra falar de você e ser imparcial. Eu teria que citar todas as suas perfeições e entregaria completamente quem é o homem da minha vida.
Bem clichê, não ? Mas essas coisas de sentimentos são assim, repetitivas mesmo.
Mas eu queria mostrar pras pessoas e principalmente pra você a importancia que você tem tomado na minha vida. E isso tem me assustado, sabe? Mas eu precisei de um certo tempo pra perceber que todas as pessoas - mesmo as que não me conhecem, é certo - já sabem que gosto de alguém. Não é tão difícial assim perceber. Mas a verdade é que você não sabe. E você é quem mais deveria saber. Você nem imagina a importancia que tem pra mim e como eu penso em você. É claro que eu já dei a entender, mas eu tenho certeza que eu não transmiti o que eu sinto de verdade.
Você não sabe, mas tudo o que faz eu percebo. Eu observo cuidadosamente cada detalhe seu quando estamos juntos, só pra ficar lembrando depois. Os seus gostos são tão parecidos com os meus... Eu admiro tudo em você, tudo mesmo. Eu admiro coisas que você nem sabe que tem.
Eu passei tanto tempo inventando um cara perfeito na minha cabeça, que quando ele apareceu eu não soube o que fazer. E a verdade, é que eu nunca saberei mesmo o que fazer contigo. Vou mesmo é deixando acontecer, pra me arrepender depois de nunca ter dito nada disso pessoalmente.

domingo, 6 de novembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Cumplicidade

Acordou.
E notou que ele já não estava mais ao seu lado.
Mas afinal, ele já esteve ao seu lado alguma vez ?

domingo, 16 de outubro de 2011

Conto Fantástico: Espelhos

Lindonéia tivera uma infância saudável, como qualquer outra pessoa comum. Morava em uma cidade pacata e com pouquíssimos habitantes, o que a tornava conhecida. Filha única, fora criada por seus pais como a princesa da casa, embora tivesse muito pouco de princesa. Tinha tudo o que sempre quis, exceto algo que sempre almejou: a beleza.
Seus pais faziam de tudo para lhe fazer todas as vontades. Os melhores vestidos, as melhores maquiagens, as jóias mais caras. Porém, seus pais jamais lhe comprariam seu maior sonho: a beleza.
Lindonéia não se olhava no espelho, sua imagem era repugnante. E seu pai mandara tirar todos os espelhos da casa para evitar transtornos. Ela também não saia a noite, para não assustar as pessoas que passassem na rua. Casamento, para ela, era algo que ela via como impossível. Se casasse, seria por amor. Embora se casar fosse seu maior sonho, não permitiria jamais que um homem a quisesse por interesse. Ainda que, mesmo por interesse, fosse praticamente impossível que um homem suportasse viver sob o mesmo teto que uma mulher tão repugnante. Além disso, ela não se casaria de forma alguma com um homem feio. Lindonéia amava tudo que era belo. Não suportava a ideia de ter qualquer coisa fora dos padrões de beleza ao seu redor. E um marido feio não viria a calhar.
Em um belo dia, algo nada peculiar mudou a rotina da cidade. E, por seu uma cidade pequena, logo a notícia se espalhou: um homem havia chegado na cidade. Não se sabe de onde, nem como, mas ele era diferente de todos os que já haviam passado por ali. Era o homem mais lindo que qualquer pessoa pudesse ter visto. Mais bonito do que qualquer tipo de beleza masculina que você possa imaginar. Era impossível que uma mulher o olhasse e não o desejasse. Ele despertava desejo e interesse até nas mulheres mais sérias de Belezópolis. Os rumores eram de que viera em busca de seu grande amor. Pronto! Foi o que bastou para acabar com o sossego de todas as mulheres da cidade.
Não demorou muito até que Brad mostrasse a que veio. Ele tinha muito dinheiro, e viera a cidade com a intenção de comprar terras com o pai de Lindonéia. Ao chegar a casa de Lindonéia, e enquanto Brad conversava com seu pai, Lindonéia passou rapidamente pela sala e, eis o que aconteceu: Lindonéia - que tanto admirava o belo - espantou-se ao ver diante de si o homem mais bonito que já vira em toda a sua vida. Brad, por sua vez, ficou sem palavras, sem reação diante de Lindonéia. O que era comum, afinal de contas, todos ficavam completamente sem reação diante de sua aparência assustadora. O que ninguém sabia, é que o espanto de Brad foi por se ver diante da mulher da sua vida. Não conseguiu terminar os assuntos de negócios com o pai de Lindonéia. Disse que tinha se apaixonado e que queria se casar com ela. A surpresa dela foi tão grande, que imediatamente disse sim.
Dentro de uma semana estavam casados.
O casamento mais estranho que toda a cidade de Belezópolis já havia presenciado aconteceu. Ninguém acreditava na união de um casal tão desconexo fisicamente.
Os anos que se seguiram foram os mais felizes na vida do casal. Brad era um homem apaixonado, cego de amor. Mas o amor de Lindonéia era algo simplesmente incomparável. Brad era, sem dúvidas, o grande amor de Lindonéia, ela faria qualquer coisa por ele. Seu amor era tão grande, que ela não suportava sequer a idéia de perdê-lo.
Sem delongas, não descreverei tamanha felicidade. O texto ficaria um tanto meloso.
Certa vez, ao organizar os pertences do tão amado esposo, Lindonéia encontrou algo bastante estranho. Era um líquido em um pote de formato curioso, tinha coloração laranja fluorescente e aspecto pastoso. Quando abriu o vidro, um odor irresistível de churrasco invadiu o local onde ela estava. Aquele odor despertou em Lindonéia uma fome inexplicável, o que a espantou, não haviam se passado muitas horas desde o almoço.
Sem muito pensar saciou-se com aquele líquido engraçado. Era algo diferente de tudo que ela já havia provado, e tinha um sabor inexplicável de feijão! E enquanto bebia, uma sensação infindável de prazer tomava conta do seu corpo...

Lindonéia abriu os olhos. Se sentia estranhamente mais leve, embora com os pensamentos confusos. E que lugar era aquele? Deu-se conta de que não estava em casa. O quarto tipicamente masculino, a cama de casal onde estava, com os lençóis emaranhados insinuavam que não há muito tempo, outra pessoa estivera ali. E ela sabia: Não era Brad.
Desabou. Como pudera ela cometer tamanha atrocidade com o homem da sua vida? Lindonéia amava Brad e não faria nada que pudesse magoá-lo. Em um ímpeto de tristeza e dor, levantou-se em busca de sair logo daquela cena de adultério que tanto lhe machucava. Eis que se viu refletida diante de um espelho: Não se reconheceu. Lindonéia estava linda. Seu cabelo, seu rosto, seu corpo... Não era a mesma. Por um instante, esqueceu a dor da traição. Eufórica, se segurava para não gritar de tanta alegria. O que estava acontecendo? Mas é claro! Era o líquido. Não se lembrava de mais nada desde que o ingeriu. Era ele o responsável por dar a ela aquela tão sonhada beleza.
Voltou correndo pra casa. Em uma cidade tão pequena não foi difícil encontrar o caminho de volta. É claro que seu marido notou a mudança. Nunca havia dito nada a respeito do físico da mulher, não seria agora que diria.
Lindonéia já não se importava mais com a questão do adultério. É claro que amava seu marido. Mas agora, sua aparência física era só o que importava. Passou o resto do dia de frente ao espelho.
Os dias que se seguiram foram completamente repetitivos. O líquido não acabava, não importava a quantidade que tomasse, no dia seguindo ele estava intacto, como se nunca tivesse sido tocado. Todos os dias, Lindonéia dormia fora de casa. O adultério se tornou comum e seu marido cada vez mais distante. Parecia agora um figurante na vida de Lindonéia.
Ela notou uma mudança. A cada dia que passava, na mesma proporção em que ela ficava bonita, ele perdia um pouco de sua beleza. Lindonéia mandou revestir a casa de espelhos. Já nem se lembrava que era casada. Brad se trancou em um quarto fechado durante dias, enquanto Lindonéia seguia sua estranha e prazerosa rotina diária.
Como já era de se imaginar, alguns dias depois, Lindonéia foi até o quarto onde seu marido estava e tomou um enorme susto: A aparência do seu marido estava assustadora. Ela não conseguia olhar pra ele. Onde estava seu marido belo? A qualidade que ela mais apreciava nele. Ou talvez a única que apreciasse, afinal de contas.
Brad então lhe contou que sempre fora daquela forma. Até que conseguiu aquele líquido de uma feiticeira. Que era o que lhe fazia bonito. Disse que jamais tivera coragem de contar-lhe, e quando percebeu que havia perdido o líquido e se viu com uma aparência cada dia pior, trancou-se no quarto, tamanha era sua vergonha.
É claro que Lindonéia nem quis continuar escutando. Mandou-o embora. Ela não ficaria nem mais um dia ao lado dele. Não suportava o feio, e não o aceitaria ao seu lado com aquela aparência. Ainda mais agora que ela era de longe a mulher mais linda de Belezópolis. E por que não? Do mundo!
Sem demora, foi logo tomar o líquido. Seria a última vez. Estava livre para se tornar cada dia mais bela.

Quando abriu os olhos, algo atípico: pela primeira vez, desde que começara a tomar o líquido, familiarizou-se com o ambiente. Aquele era seu quarto. O lugar onde passara sua infância, e a cena não era de adultério. Parecia um dia comum da sua vida de solteira.
Saiu correndo do quarto em busca de explicação e a primeira pessoa que encontrou foi seu pai:
- Pai, o que aconteceu? Onde está Brad?
- Quem é Brad? - Perguntou seu pai, distraído enquanto lia o jornal de todas as manhãs.
Lindonéia não explicou. Já não havia necessidade. Tinha entendido tudo.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Experiência

Agora ele é seu.
Não ligo, já estava preparada pra isso. Tudo bem. Desde que você cuide dele e faça-o muito feliz, como não fui capaz de fazer. Quero que você conheça cada detalhe dele, cada expressão, cada sinal.
Ele é muito determinado e geralmente consegue tudo o que quer.
Lembre-se: ele não come manga, e não se deu muito bem com a primeira experiência de degustação de siri.
Ele tem os olhos lindos, você já deve ter percebido.
Não gosta muito de demonstrações de afeto em publico.
Não é muito de falar o que sente também.
Ele é muito trabalhador.
E gosta muito de cinema, filmes de todos os gêneros. Mas não gosta de ler.
Tem a personalidade forte. Não se deixa ser enganado e não dá o braço a torcer.
É dedicado e competente.
Come bem, gosta de comidas simples. Mas tem uma queda muito grande por comidas orientais.
Não é demasiadamente vaidoso, mas tem auto-estima suficiente pra se cuidar bem.
Gosta muito de malhar. As vezes, até exagera um pouco.
Ele dirige muito bem e não gosta de pedir informações.
Adora viajar.
É eclético pra músicas e gosta de musica.
E nunca foi muito bom em jogos de video game.
É um tanto individualista.
Ele ri bastante. E não é de reclamar.
Ele gosta de dias ensolarados e tem muitos amigos.
Não gosta muito de adrenalina.
Gosta de academia e de camisas lisas.
Gosta de esmalte preto e de mulheres bem arrumadas.
Ele é quente.
Não é muito de roncar, só quando bebe ou quando está muito cansado.
Ele não bebe muito também.
Não é de pedir desculpas. Só se ele achar muito necessário.
Não gosta de ver mulheres chorando.
Tem o sorriso lindo também e gosta de tecnologia.
É super engraçado e divertido.
Não é muito ligado a redes sociais.
Não tem muito controle sobre as próprias contas e isso o deixa um tanto preocupado em todos os inícios de meses.
Eu lhe peço: cuide muito bem dele. Faça-o feliz que ele será capaz de fazer-lhe também.
E eu ? Eu observarei de perto, enquanto você o faz me esquecer pouco a pouco.
Enquanto você toma o meu lugar.


sábado, 27 de agosto de 2011

Paquera nerd

E os óculos se olham...
...enquanto os olhos míopes se escondem tímidos atrás das lentes.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Das brigas entre casais

Depois de falar durante 30 longos minutos, ela me pediu para que lhe desse uma opinião. Fui pego de surpresa. Afinal, ela já falava há muito tempo e eu já havia me perdido em meus pensamentos logo nos primeiros minutos de conversa e me esquecera o motivo da discussão.
Disse que concordava com o que ela havia dito e me desculpei, na esperança de que assim, me desculpando por qualquer que fosse o motivo e lhe dando razão, ela esqueceria aquela discussão.
Nunca me arrependi tanto de dizer algo.
Ela falou pelo que me pareceram duas horas seguidas. Depois, em um ímpeto de raiva, se retirou e me deixou sozinho na sala, sem entender o que tinha se passado ali.
Passou o resto do dia em silêncio, me ignorando.
Aproveitei o seu silencio e continuei usando o meu brinquedo predileto: o controle remoto. Enquanto pensava em quão interessantes são as mulheres.




quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Revelações

Me fale sobre você.
Conte-me seus pensamentos e pontos de vista.
Deixe-me conhecê-lo no mais intimo de ti.
Deixe-me decifrá-lo.
Só não me diga tudo.
Para que eu peça sempre que você continue me falando sobre você.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Falta

O que sobrou foi tão pouco.
É uma vaga lembrança do tempo que passou.
Eu já não me lembro do seu cheiro, não me lembro das suas expressões, não me lembro dos seus olhos. Isso é desesperador. Eu pensei que jamais esqueceria esse seu olhar.
E até o que eu me lembro já não é significativo. Você pode ter mudado e essas lembranças podem não fazer mais tanto sentido.
Eu me esqueci do tom da sua voz e do seu toque.
A cada dia que passa, a sua imagem me parece mais distante.
Você já não faz mais parte da minha vida ha muito tempo.
Mas ainda restou algo.
Ainda há vestigios seus no meu quarto. Detalhes. Não são importantes.
O que me preocupa, de verdade, é o pouco que sobrou. Ainda não consegui me livrar das manias que adquirimos juntos. Ainda não me livrei do vazio dentro de mim. Ainda não me livrei das marcas do meu corpo. Ainda não me livrei do meu passado e nem do meu presente. Da minha personalidade, que tem muito de você.
Você ficou em mim.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Filme

Eu não sei em que ponto da nossa história nós erramos. Já revi esse filme na minha cabeça inúmeras vezes e não encontrei nenhum indício de que poderiamos ter dado errado.
Me lembro da forma como nos davamos bem. Das nossas conversas. Das nossas risadas.
Me lembro de coisas que só nós dois sabemos. Segredos que ficaram entre nós.
E o que me vem a cabeça, em meio a esses devaneios, é o quanto você me fazia bem.
Eu pensava em você o dia todo e as vezes me pegava rindo quando me lembrava de algumas coisas que passamos juntos. Sintomas de paixão, creio eu. Embora eu não seja muito familiarizada com esse sentimento.
Eu contava os dias pra semana passar logo. Eu tinha vontade de te ver o tempo todo e queria você junto a mim em todos os fins de semana. Eu poderia passar horas ao telefone com você sem nem notar o tempo passar.
E a partir disso, não me lembro de mais nada. O que sei é que as coisas já não eram as mesmas entre nós. Você não me olhava da mesma forma e eu não sentia a mesma coisa por você.
Perdemos o fio da meada. Perdemos o roteiro. E o que sei é que acabamos no cenário onde tudo começou, chegando a um acordo de que as coisas já não davam mais certo entre nós.
E as luzes se apagaram.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Esperança ?

Me disseram que essas coisas de saudade e de dor de amor levam muito tempo pra acabar.
Desde então, espero... Só espero.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bom dia!

O dia começou bem.
Ainda não fui decepcionada, ainda não decepcionei ninguém.
Está tudo indo maravilhosamente bem...
A não ser por um pequeno detalhe: ainda não me levantei.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um fardo inevitável

Não sei se é excesso de sentimentalismo ou de maturidade.
O que sei, é que o excesso de alguma coisa me fez achar a independencia, um fardo muito mais pesado do que eu esperava.
Hoje, tudo parece muito mais intenso. A distancia parece tomar proporções cada vez maiores. E a sensação que tenho é que estamos em paises diferentes.A saudade parece machucar ainda mais. Falar de família passa a doer.
De repente, me vejo sozinha em um mundo completamente desconhecido. Me sinto extremamente desorientada. E começo a perceber que, ainda que as lágrimas insitam em cair, chorar não vai resolver os meus problemas.
A minha idade já não é mais compatível com a idade mental que preciso ter. E essa diferença - até significativa, eu diria - causa um conflito interno muito grande em mim.
Mas é preciso acordar todos os dias de manhã e enfrentar o desconhecido. É preciso, ainda que desprotegida e com medo, ir em frente. É preciso ficar noites inteiras acordada, cuidando de obrigações. É necessario sentir saudades, chorar inumeras e incontaveis vezes. É preciso ir, mesmo em uma sexta-feira, quando você sabe que o seu corpo já não aguenta mais. É preciso passar por essas fases difíceis. Todos nós passaremos um dia.
Afinal, esse é o peso da independencia.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Humanidade

Certa vez, passou por ele e o viu chorar.
Ficou horrorizada.
Jamais imaginou que ele pudesse ter sentimentos...

domingo, 5 de junho de 2011

Insistência

De repente, percebi que chorar não me cura o sofrimento. Parei de chorar.
Percebi que sorrir não me faz conquistar a felicidade. Parei de sorrir.
Percebi que ter amigos, não me tira a solidão. Larguei os meus amigos.
Percebi que pensar em você não te faz voltar pra mim. No entanto, tudo que tenho feito ultimamente é só pensar em você.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Consolo a um amigo

'Como minimizar os sofrimentos?' - me perguntou um amigo.
E a resposta, é que não se deve minimizar os sofrimentos...
Os sofrimentos, em todos os aspectos, nos fazem enxergar o mundo com mais sensibilidade. A tristeza é a mais fiel companhia da solidão, e que ironia! até a solidão tem uma companhia.
E alias, acho a tristeza sempre mais sincera do que qualquer tipo de alegria.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Lamentável

Crianças me entristecem.
Sei que um dia acordarão de manhã, sem aquela inocência típica. Se chamarão adolescentes e passarão a fazer coisas inconsequentes por ai.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Do inevitável

Gosto de elevadores. Eles nos obrigam a ficar parados por preciosos segundos em meio a correria do dia a dia.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Além do amor

Ele nunca me disse, mas eu desconfio seriamente que ele é um anjo disfarçado de pai.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Natural

Acordou.
Fez o que todos nós fazemos todos os dias. Cumpriu sua rotina habitual como se ainda tivesse todo o tempo do mundo a sua disposição. No entanto, sabia que aquele não era um dia comum. Algo muito ruim estava por vir, e não lhe restava mais nada, a não ser esperar.
Já no final do dia, chegou em casa e, com as mãos trêmulas - consequência da sua idade avançada - pegou uma xícara de café. E, enquanto degustava sua bebida preferida, lembrou-se de coisas das quais não se lembrava a muito tempo. Sentiu uma dor forte no peito. Parecia muito difícil respirar. Um filme da sua vida passava pela sua cabeça incessantemente. Percebeu o que estava acontecendo. Era o fim. Aquilo lhe entristeceu um pouco. Em outras situações, teria rido daquela ironia. 'Quanto clichê', pensou ele.
Fechou os olhos lentamente e esperou que a morte terminasse seu trabalho.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O último cigarro

Lá estava ele, em mais uma daquelas madrugadas de insônia. Quando tinha a impressão de que estava só e de que isso nunca ia mudar. De fato, era um homem só. Mas essa situação só o incomodava nessas madrugadas de insônia.
Talvez não estivesse completamente só. Tinha como companhia o cigarro, um litro quase vazio de vodca barata e o violão encostado em algum canto por ali.
Lembrou-se dela. Talvez, se não tivesse esses pensamentos perturbadores, conseguisse suportar a solidão.
Sentiu-se fracassado. Uma dor lancinante o envolvia.
Tentou pensar em algo. Qualquer outra coisa que não fossem aqueles olhos perturbadores. Impossível. Fechou os olhos. A imagem dela o envolveu. Ligou a TV. Lá estava ela. Talvez estivesse delirando. Não importava. O que importava era que mais uma vez ela estava lá tomando conta dele.
Cambaleou até o quarto. Abriu a primeira gaveta. Lá estava aquela arma que ele guardava a tanto tempo e que sabia que iria precisar um dia.
Voltou pra sala. Fumou o último cigarro, sem pressa. Tinha o resto da vida. E, naquele momento, aquilo parecia ainda mais evidente. Tomou o último copo de vodca. Uma última lágrima. O desespero. Fechou os olhos pela última vez. Pensou nela. Sentiu um alívio. Seria a última vez que pensaria nela.
Um som estrondoso tomou conta do lugar.
Um último suspiro...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Da arte de escrever

Escrever, pra mim, é como uma troca.
Olho para o papel. Sempre assustado. Tão branco de tão assustado.
Coloco no papel todos os meus pensamentos em forma de palavras e, aos poucos, vou tirando a sua brancura absoluta.
O papel, por sua vez, enquanto é preenchido com a tinta da caneta, me olha desconfiado as vezes. E sempre ao final de um texto, saio com os pensamentos em branco.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A carta

Foi a última vez que li aquela carta.
Aquela mesma carta que eu li todas as noites desde que a recebi. E já faz tanto tempo...
Aquela carta, cujas palavras eu já havia decorado e que me tomavam de assalto todas as vezes que eu pensava em você e me deixavam sem reação.
Possuía um texto bastante sintetizado, a letra bem desenhada. Parecia ter sido escrita com tempo.Talvez o maior tempo que você tenha dedicado a mim, em toda a sua vida.
A carta pedia resposta.
Esperei tanto por aquela carta e de repente me vi sem reação diante dela.
Pensei por tanto tempo no que você tinha pra me dizer que não me dei conta de que eu também precisava te dizer algo, te confortar de alguma maneira. Mas nunca soube como fazê-lo. Fui egoísta.
Hoje, decidi jogar fora a carta. Cansei de pensar em uma resposta que nunca serei capaz de concretizar. Junto com ela, joguei fora todas as esperanças que restavam de ainda ficarmos juntos. Mas de qualquer forma, não faria sentido ficarmos juntos mesmo. Eu não saberia nunca o que te responder!

domingo, 20 de março de 2011

Sem você

Procuro todas as maneiras de me distrair, de esquecer que você passou pela minha vida um dia.
Mas quando chega a noite, que é quando finalmente fico sozinha comigo mesma e não há com o que me distrair, é inevitável pensar em você. Eu troquei a sua companhia pelas lágrimas. São elas que me acompanham todas as noites agora.
Te ver e não ter vontade de te abraçar, te beijar.. é impossível ! Te ver me faz lembrar de bons tempos, e isso me entristece.
Não, eu não vou te pedir pra voltar. Eu não vou dizer que te amo, porque a cada dia que passa você me parece mais distante. Vou me limitar a dizer que você me faz falta, e eu posso me acostumar com isso.. pelo menos, é o que eu espero.
Eu não sei quando isso vai acabar, ou se vai acabar. O que eu sei é que ficar sem você é como perder de alguma forma a razão. Pra me esquecer de você, preciso esquecer de mim. E é isso que estou fazendo desde que te mandei embora. Eu te mandei embora...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Observações

E o que nos impede de escrever é essa eterna falta de tempo que não nos permite observar os detalhes.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sem exceções

Eu gosto de frases que contém em sua formação a palavra sempre. Só o emprego dessa palavra já nos dá a sensação de alívio de se livrar de regras com exceções.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Provocações

Deus fez o tempo, o homem fez o relógio.
Deus fez o verão, o homem fez o horário de verão.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Diferencial

E o que afinal me interessa nos dias de hoje é esse curioso brilho no olhar que algumas pessoas tem.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Decobertas

Mas você simplesmente não é a pessoa que eu achei que fosse.
E quer saber de uma coisa ?
Acontece que também não sou a pessoa que eu pensava ser.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Admiração

Gabi Ribeiro
Eu te admiro. E não é difícil imaginar porque. É preciso passar apenas um dia ao seu lado, algumas horas que sejam, pra que qualquer pessoa entenda o que eu quero dizer.
Você é uma daquelas pessoas que ficam longe de mim, daquelas pessoas que eu vejo poucas vezes, mas que quando nos encontramos parece que somos íntimas como amigas que se vêem todos os dias.
Você é uma das poucas pessoas que conheço que eu posso descrever sem medo de errar como CATIVANTE, CONTAGIANTE.
Eu admiro o jeito como você vê a vida, a sua transparencia. A forma como você aproveita e percebe os mais simples detalhes.
Eu admiro principalmente o jeito como você trata as pessoas. A atenção que você dá a elas. E é esse o seu diferencial. Hoje em dia, em um mundo de pessoas tão egoístas, é raridade alguém como você, que se preocupa em ouvir as pessoas, em entende-las.
Estar com você é ter a certeza de que vai ser divertido.


'Entrevista'

- Estação do ano favorita
Verão! 
 
- Uma característica do seu signo que você considera marcante em você.
(Capricórnio)  Timidez - senso de independência 
 
- Quando você precisa se desconectar, pra onde vai ?

  Dormir ou me maquiar...

- Dias cinzentos ou ensolarados ?
Ensolarados claro

- Os olhos mais bonitos que você conhece

Os da minha amiga Mônica (ela consegue sorrir com eles)

 - Algo que você nunca diz mas sempre tem vontade de dizer.
Te amo me da um abraço e não sai de perto de mim!
 
- Tem algum lema ? diga um.
' Não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há pra viver... Vamos nos permitir! '

- Uma característica que defina seu jeito de ser.
A bateria (infinita)

- Sua palavra favorita

diversão

- Espaço livre.   

O que você não pode esquecer mesmo são de duas coisas: 1- Passar grande parte ou toda parte do dia com seus amigos e aquelas pessoas legais que você conheceu.  2 - Tirar muitas fotos e fazer vários vídeos estranhos que só entende mesmo quem presenciou o momento. (Você vai precisar disso para fazer seus netos acreditarem no quanto foi legal aquele verão.) 

PS: NEM QUE SEJA MOMENTÂNEO, MAS ACREDITA NO AMOR, POR FAVOR...
Valeu!


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Gentileza

Só utilize o teu tão cativante sorriso quando ele te perguntar como você está e esperar pela resposta.

Desentendimentos

Você não me entendeu. Mais uma vez.
Não duvido da sua capacidade mental. Duvido apenas do seu nível de compreensão.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Velhos amigos ou amigos velhos.

É estranho como as pessoas mudam tão drasticamente. E de repente você já não reconhece seus velhos amigos. É ai que se inicia aquela fase de redescobrimento ou simples afastamento. É preciso se adaptar novamente aos seus velhos amigos. Aquelas pessoas que você sempre garantiu conhecer tão bem. Que ironico ! se adaptar a alguém que sempre foi parecido com você ! Mas não há muita saída se você não quer ficar sozinho.
É essa a consequencia da distancia. Ela não distancia apenas o contato. Distancia o conhecimento, as atualizações.
Os seus velhos amigos nunca serão velhos amigos se você não está por perto. A cada vez que você volta serão novos amigos. Ou então, serão simplesmente amigos que já se foram. Por que quando a gente muda, a gente se vai da vida de alguém.
Quando eu voltar aquele lugar que parecia tão familiar pra mim, vou perceber que já não me sinto confortável ali, e que as pessoas que eu achava conhecer a fundo, parecerão pessoas estranhas e eu já não vou me sentir bem.
As coisas terão mudado numa velocidade tão rápida, que eu vou ficar assustada. E vou perceber que já não sou mais tão importante e que outras pessoas já se tornaram priorizadas. Vou perceber que não me sinto bem no lugar onde eu cresci.
É estranho ter que reconhecer alguém que você já conhece.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Promessas

Ano novo.
Hora de escrever cartões.
Hora de fazer promessas.
Só pra perceber que tudo vai se repetir.

Defeito de fabricação.

O triste do mundo de hoje, é que as crianças - se é que podem ainda ser chamadas assim - já vem de fabrica sem aquela inocência indispensável.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tempo

Eu não entendo essa necessidade ininterrupta que as pessoas tem de nomear as coisas.
Pra que nomear o tempo ? ele é só uma enganação, uma ilusão de que as coisas vão mudar.
O tempo, propriamente dito, não existe. E você só percebe isso quando já perdeu tempo demais.