Eu não sei falar de mim. Sempre me embaralho nas palavras e no final acabo passando uma imagem do que eu não sou. E sempre fico me perguntando se é assim com todo mundo.
Acho que não deveriam existir auto-biografias. Eu acho-as muito prepotentes.
Se falo das minhas qualidades, acabo parecendo audaciosa. Se falo dos meus defeitos, pareço deprimente.
E é sempre assim. Nunca as coisas acontecem em meio termo comigo. Eu nunca sei finjir nada também. Talvez seja esse o motivo de eu ter tão poucos amigos. Eu gosto de me dedicar a conhecer as pessoas a fundo. E eu não seria suficientemente competente se tivesse muitos pessoas a quem me dedicar.
Eu gosto de olhar nos olhos. E espero sempre que me olhem nos olhos também.
Eu não vou rir se não achar graça. Eu não vou falar se não tiver certeza.
Eu gosto de tardes cinzas. E não me simpatizo muito com o sol.
Gosto de dias frios. E não gosto de noites. O silêncio da noite é meio incômodo pra mim.
Gosto de livros, e acho que eles merecem um texto separado, que tente transmitir a nostalgia que os livros causam em mim.
Tenho muito medo dos sentimentos. Eles são os maiores culpados das piores escolhas.
Gosto muito do outono. Não tenho medo de altura, adoro adrenalina.
Gosto de água. Independente do seu estado físico ou da sua quantidade.
Não gosto de consolo. E não espere que eu vá te consolar.
O único tipo de pessoas que eu não gosto são pessoas fracas.
Também não gosto muito de cores. Nem de campos floridos.
O sombrio sempre me atrai.
Gosto de pessoas que veem as coisas diferentes do que são. E eu conheci poucas pessoas assim.
Sou muito imprevisível em relação as minhas atitudes e sentimentos.
Eu posso morrer de amores por você e dizer que te odeio.
E eu continuo achando auto-biografias patéticas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário