Enquanto voltava para casa em meio a uma discreta chuva me perdi em pensamentos da infância, eram pensamentos vagos que não possuíam ordem nem sentido, mas que me traziam um sentimento estranho, beirava a melancolia e uma certa euforia. Era uma época fácil, onde meu maior problema eram os conflitos entre minhas amigas, não havia preocupações com o futuro, classe social ou aparência, era tranqüilo, calmo... Exceto, porém as pequenas aventuras, como pular um muro para roubar frutas, ou quando desbravávamos um lugar à procura de nada. Todas as imagens que vieram pareciam possuir um tom azulado e ensolarado, me mostrando o quanto aquilo tudo era maravilhoso.Sorri displicentemente, me deixando invadir por uma vontade de gritar, ser tola e infantil como antes. Mas mesmo que tentasse não conseguiria havia agora um peso a mais em minhas costas, responsabilidade, bom senso e o tempo. Ficou a nostalgia pairando diante dos meus olhos, e eu fiquei-a contemplando, esperando as lembranças se esvaírem de mim.
Se me perguntassem se eu gostaria de voltar no tempo e viver tudo de novo, eu diria que não. Pois são as lembranças que te mostram o quanto certa época foi única, não há outro modo de sabermos, afinal possuímos apenas uma chance.
Esse texto é de autoria de Dayana Ribeiro.
Eu te amo muito, minha amiga.
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